CIEMH2 E CMDDCA EM DEFESA DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

05/15/2018

 

 

Em 18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data remete ao dia 18 de maio de 1973, quando a Araceli Crespo, de 8 anos, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta em Vitória (ES). Os agressores nunca foram punidos.

 

O CIEMH2 Núcleo Cultural nesta sexta-feira (18), por meio do Coletivo Flores, apresenta o espetáculo “BICHO URBANO” no evento de Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em Macaé realizado pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Macaé na Praça Veríssimo de Mello a partir das 14h. O trabalho é uma provocação em forma de Dança facilmente reconhecida nas obras da coreógrafa Taís Vieira, onde sua marca antes relacionada como expressiva e forte por abordar temas violentos, exige hoje cada vez mais um olhar criativo e literário para um corpo investigativo, muitas vezes observado como um “corpo diário”. Neste caso, pessoas que tem marcas expressivas impressas em seu viver dividem com outros temas fortes construídos pela licença poética de fazer uma obra coreográfica a fim de provocar alguma reflexão social.

“A ARTE ASSUMINDO SEU CARÁTER POLÍTICO NA SOCIEDADE”

 

O norte de criação da obra “BICHO URBANO” partiu de pesquisa realizada com adultos que na infância passaram por assédio/abuso sexual. São adultos que precisam romper com medos e lembranças amargas que confundem as memórias de uma infância atropelada por abusos. Para alguns até parece que nada aconteceu, o trauma provoca certa confusão entre realidade e fantasia. Para outros o dia a dia provoca alarmes de sensações que não conseguem ficar no passado. Muitos, alguns, eles, ela, eu, você ninguém está muito distante da violência por qual passam muitas crianças.

Entre poesia e realidade de histórias pesquisadas, o Coletivo Flores coloca na arte um papel fundamental de discussão sobre o tema a fim de provocar e ser provocado na busca de um viver mais gentil. É o caos da violência abordado por uma ordem poética a ser confundido e misturado a cena urbana. A estética conflituosa da dança passeia por valores morais trazendo para a arte uma forma de fazer política com o corpo.

 

Modalidade: Dança Experimental
Tempo de duração: 18min
Direção e Concepção: Taís Vieira
Coreografia: Coletivo flores
Intérpretes: Dani Morethe, Lorena Bitencourt, Luiz Phillipe Spranger, Luize Helena Pessanha, Rafael de Souza, Renato Mota e Thiago Morethe

Direção de Produção: Dilma Negreiros

 

 

 

Estatísticas
No Brasil, o Disque 100 e o aplicativo Proteja Brasil são os principais meios de denúncia dos crimes envolvendo crianças e jovens. Apenas em 2015 e 2016, 37 mil casos de denúncias de violência sexual na faixa etária de 0 a 18 anos foram recebidos pelo Disque 100.

Apenas em 2016 foram 17,5 mil casos. A maior parte das denúncias é referente aos crimes de abuso sexual (72%) e exploração sexual (20%). As demais ligações estavam relacionadas a outras violações como pornografia infantil, sexting, grooming, exploração sexual no turismo, estupro.

Cerca de 67,7% das crianças e jovens que sofrem abuso e exploração sexuais são meninas. Os meninos representam 16,52% das vítimas. Os casos em que o sexo da criança não foi informado totalizaram 15,79%.

Os dados sobre faixa etária mostram que 40% dos casos eram referentes a crianças de 0 a 11 anos. As faixas etárias de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos correspondem, respectivamente, 30,3% e 20,09% das denúncias. Já o perfil do agressor aponta homens (62,5%) e adultos de 18 a 40 anos (42%) como principais autores dos casos denunciados.



Denúncia
As ligações no Disque 100 são gratuitas, e as denúncias são anônimas. O atendimento é 24h e ocorre inclusive nos domingos e feriados.

Já o aplicativo Proteja Brasil está disponível para download nos celulares das plataformas Android e iOS. Com apenas alguns cliques, o usuário consegue apresentar sua queixa à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos de maneira fácil, rápida, anônima e segura.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações da Secretaria de Direitos Humanos

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© 2018 por Renato Mota

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